E assim começou às 6h20 da manhã do dia 30 de julho de 2017.
Logo na largada, um nó na garganta e por pouco uma lágrima não cai, mas não podia deixar, eu tinha que me concentrar. Sentia que estava preparada, mas não fazia ideia do quê e como eu ia enfrentar este desafio. Olhei pra cima pra lembrar o tamanho Daquela força e agradecer por estar ali.
Todo o foco e determinação, agora, estavam comigo.
Desde o meu primeiro passo minha motivação era saber que eu teria minha família me esperando na chegada e eu queria deixá-los orgulhosos. Foram duas horas, quatro minutos e trinta e quatro segundos correndo. Completei em um tempo abaixo do esperado, de 2h10, com um pace médio de 5:50min/km, também abaixo do esperado de 6:05min/km ou mais.
Uma conquista no meio do caminho. Meus melhores 10km percorridos em 59 minutos e 20 segundos.
Uma prova deliciosa e um tour por São Paulo. Muitas subidas e uma delas que brincávamos (eu e meu treinador) que seria o Poderoso Chefão, mas que mesmo nesta fiz em um pace de 6:20min/km. Superando a expectativa.
A cada quilômetro, ficava mais feliz por estar tão perto dos tão desejados 21km.
13km…14km…segundo gel de carboidrato.
Energia recarregada, e quando vi já estávamos mais perto do fim que do começo.
Dor? Câimbra nos últimos três quilômetros, mas a certeza era: eu não ia parar. Olhei lá pra cima e fiz um pedido: que me ajudasse a suportar até o final.
Aguentei.
Pude perceber como nos sentimos próximos de Deus quando estamos dando tudo do nosso melhor. Ali a clareza e a certeza que Ele vive dentro de mim e por isso o tamanho e o poder da minha força são infinitamente maiores do que um dia imaginei. A sensação que chega a arrepiar. Ele está ali.
…18km… 19km…20km…
O último quilômetro chegou e seria a hora do sprint final.
Lá estavam eles, minha família, torcendo, com recadinhos de motivação e amor.
Aqui a lágrima pôde cair, dentro dos abraços mais confortantes que eu poderia ter.
Obrigada pai pelo abraço e pela lágrima que confortou a minha. Obrigada mãe pelo seu recado com tanto amor e carinho na plaquinha escrito “VAMOS THA” e por me oferecer o olhar mais confortante que posso ter. Obrigada minha irmã por ser sempre o meu grande apoio e porto seguro obrigada meu irmão por ser uma grande inspiração para mim.
Não tem nenhum dinheiro no mundo que pague esse momento.
Para uns pode ter sido apenas mais uma meia maratona, mas para mim daria um livro.
TCCP ?


Que texto lindo! Eu te amo e morro de orgulho! Parabéns!