Prometo errar

Hoje estava assistindo o jogo de vôlei da seleção Brasileira contra a Argentina, quando o placar marcava 2×1 para o Brasil. Porém no último set, o Brasil começou perdendo, talvez por uma pressão psicológica. Passou a errar significativamente a ponto de a Argentina conseguir vencer o quarto e último set.

No último jogo para o desempate, o Brasil, que jogou bem os primeiros, perdeu quase de “lavada”. Os jogadores brasileiros pareciam ser reprimidos a cada ponto perdido, mesmo gritando frases motivacionais entre eles, a expressão do rosto não escondia o quanto estavam se sentindo derrotados com os tantos erros cometidos nesses minutos.

Minha mãe que assistia comigo disse uma frase durante o nervosismo do jogo que me fez refletir. Disse “Caramba, só faz isso da vida, como erra?”.

Ao mesmo tempo em que eu assistia o jogo, eu aguardava uma ligação. Chateada pois já havia duas horas de espera. Essa pessoa de quem eu esperava um contato, já me magoou diversas, inúmeras, centenas de vezes por causa dos seus “erros”.

Um sentimento de angústia tanto com o jogo quanto com a espera da ligação, trouxe uma reflexão sobre os erros tanto os cometidos no jogo, como os “erros” banais. Ambos são falhas no sentido chatear pessoas e podem mudar o rumo de um jogo ou de uma relação. Mas aqui vai uma verdade: são inevitáveis. Vão continuar acontecendo. Se não for do tipo esquecer uma ligação, será de outro tipo. Se não for em um saque, pode ser por erro na defesa. Mas até mesmo um time vencedor errou.

A ideia de “só fazer isso da vida” aumenta o peso que o erro pode ter. O jogador é profissional, o Volêi é a atividade que mais lhe toma tempo, porém mesmo assim erram. Diversas vezes. Somos todos seres humanos e isso inevitavelmente faz ser inevitável errar.  Erramos, erraremos e teremos que aceitar esta verdade,  quando vier de nós mesmos e quando vier do outro. Tentaremos evitar, mas prometemos errar.

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